10 feeds do Instagram que você deveria seguir

12 de agosto de 2016


Alohaa!! Tudo bem, gente?!

Sabia que eu sou viciadíssimo no Instagram? "Ahhh, sério Lucas?! Nunca notei, cara!"

Pois é, eu sou mesmo! E por um só motivo: ter a possibilidade de compartilhar a minha visão de mundo através da fotografia e ainda poder ter acesso à várias perspectivas e estilos diferentes. Olha que coisa mais linda isso, não é mesmo?

Para os atrasadinhos de plantão, essa rede social (assim como todas as outras) permite, também, que as pessoas trabalhem com isso e, consequentemente, ganhem dim dim! É algo bastante recente, mas os chamamos de Digital Influencers: os "influenciadores digitais".

Como eu disse, cada influenciador tem seu estilo, perspectiva, objetivo e público. Você pode encontrar perfis que trazem conteúdos diversos que vão desde moda e beleza, até comportamento, culinária, viagens e espiritualidade. Basta encontrar aquele com o qual você se identifica mais e segui-lo! Eu, particularmente, amo essa ferramenta, pois ela conecta as pessoas com seus interesses, além de estimulá-las a conhecer outras coisas também! Eu, por exemplo, não era muito chegado em culinária, mas depois que passei a acompanhar feeds que trazem um conceito mais dinâmico e divertido, passei a gostar (e muito!!!).

Pensando nisso, trouxe dez perfis que eu sigo e acompanho com muito carinho e respeito. Todos são nacionais, viu? Fui beeeeem seleto com essa galera! ahahahah. Espero que gostem!

1- Melina Souza (@melinwonderland) 

Quando eu penso em feed lindo/fofo/clean/cheio de posts inspiradores/e maravilhoso, o primeiro que me vem em mente é o da Mel do @melinwonderland, também criadora do Blog Serendipity. Eu acompanho ela desde 2012 e, desde então, sou apaixonado por seu trabalho que é extremamente cuidadoso, delicado e lindo! Sou tão fãzinho que já comentei e citei várias vezes aqui no blog, em outros posts sobre fotografia. A Mel tem um estilo bem neutro e ela transmite muito disso em seu perfil. A maioria de suas fotos são tiradas com luz natural, e ela prefere destacar objetos e peças usando um fundo mais claro. Seus conteúdos variam entre moda, literatura (ela é louca por livros!!!), beleza, estilo de vida, comportamento e D.I.Y (Faça Você Mesmo). Recomendo demais! Se você ainda não conhece, vai se apaixonar! :)

***

2- Giovanna Ferrarezi (@giovannaferrarezi) 

Ela é topíssima, blogayra, raynha e good vibes. Estou falando da Giva Ferrarezi, essa it girl maravilhosa que eu tanto amo acompanhar! Além de arrasar nessas fotos incríveis, ela também escreve para seu blog pessoal chamado Radioactive Unicorns, e grava muitos temas legais em seu canal no YouTube (viagens, feminismo e amor próprio são um deles!). Muita gente, em uma primeira impressão (preconceituosa até), pode pensar que a Gi é "só mais uma blogueira viciada em compras e maquiagem", mas eu garanto que é o oposto. Ela prova que o fato de gostar de moda não te torna fútil, e que uma garota pode ser vaidosa, descolada, ter autoestima e ser muuuito inteligente ao mesmo tempo. Te convido a segui-la não só no Instagram, como em todas as outras redes sociais (vulgo Snapchat!!!). Vocês vão amar!

***

3- Lincoln Briniak (@lincooln)

Pra quem adora moda masculina, eu sempre recomendo o feed do Lincoln Briniak como inspiração! O garoto parece ter saído de uma Fashion Week de Milão, sabe? ahahahah. Ele tem um estilo bem forte, com todo um aspecto europeu mesmo, e é lindo! Tanto em seu blog pessoal, quanto no Insta, ele compartilha looks do dia, dicas de beleza e lifestyle. Sou muuuito fã, e recomendo pros fashion lovers de plantão :) 

***

4- Giovanna Saba (@gigiemparis)

Ooh la la! Você é apaixonado por Paris e, assim como eu, tem sonho de conhecer essa cidade maravilhosa? Então dê sua mão para a Gigi, e embarque pelas ruas arborizadas e pelos cafés belíssimos da Cidade Luz! Eu descobri o trabalho dela de repente, gente! Acho que foi até uma daquelas sugestões do próprio Instagram, sabe? Me apaixonei! A Gigi mora lá em Paris, então nos mostra que aquele lugar vai muito além da Torre Eiffel, ahahahah. Tem dicas de lugares para visitar por lá (cafés, restaurantes, parques) e no blog dela (que por sinal, é maravilhoso!) você pode encontrar guias, roteiros e muita coisa legal pra fazer por lá! Já nos falamos por meio de comentários, e uma coisa é certa: quando eu for pra lá, ela será minha guia turística oficial (e minha BF parisiense!!!). 

***

5- Coisas Boas Acontecem (@coisasboasacontecem)

Essa aqui já é uma boa dica para os fanáticos por caligrafia e frases inspiradoras! O Coisas Boas Acontecem foi criado pelo designer e programador Phellipe, que além de administrar seu feed no Instagram, também tem um blog (que é um amor!!!). Manualmente ele desenvolve esses designs incríveis, com frases e ilustrações. Já trabalhou para empresas como a Melissa, além de ter lançado uma coleção de capinhas com a Go Case! Gente, sério mesmo, é muito amor e carinho envolvidos! Sigam! :) 

***

6- Camila Rech (@rechcamila)

Agora vamos falar de meninices e de beldades gaúchas, minha gente!!! ahahahah. A Cami Rech também produz um dos meus feeds favoritos de todo o Instagram (olha que moral hein, miga?!). Ela é muuuito descolada, inteligente e divertida, e a melhor parte é essa habilidade que ela tem de reunir tudo isso e, voilá, nasce seu estilo único! Eu curto muito a moda streetstyle (aquela mais despojada), e toda vez que quero ver algo diferente nessa categoria, procuro o perfil dessa moça. Sempre tem combinações legais pro dia-a-dia, tudo muito confortável e moderno ao mesmo tempo! O blog dela se chama Meninices da Vida e é igualmente sensacional! 

***

7- Blog Las Belas (@bloglasbelas)

O Blog Las Belas é queridinho do meu coração, e a dona dele - além de uma grande querida e parceira - é minha xará de iniciais (se é que isso existe mesmo) - Lulu Santaela!!! (na verdade é Luiza mesmo, só quis fazer charme). Sabe aquela energia boa que sentimentos ao ler alguma coisa ou ver alguma foto? É assim que me sinto com cada post desse perfil. A Luíza fala sobre moda, viagens e lifestyle, assim como vários outros perfis, mas ela tem um diferencial que eu gosto muito: observar a beleza na simplicidade das coisas. Qualquer objeto que ela fotografa, desde um sapato da Shultz (ela adora que eu sei) até uma tampa de caneta, sai linda, porque a visão de vida dela é linda também. Amo muito! :)

***

8- Marieli - Compra-se um fusca (@m_marieli)

Voltando às beldades gaúchas, encontramos mais uma miga mega queridona: a Marieli do blog Compra-se um Fusca! Eu lembro que comecei a acompanhar quando encontrei um post maravilhoso que ela tinha escrito sobre a faculdade de Moda (ela faz faculdade de Moda!!!), e depois de ter amado o resto do blog, passei a segui-la em todas as redes sociais. Ela também é bem clean nas edições de suas fotos, mas tratando-se de seu estilo: é o que eu mais me identifico dentre todos esses feeds que citei. Mari tem bastante influência do boho chic e do streetstyle, então ela é uma mistura de despojada com delicada. Além dos looks arrasadores, ela também posta bastante conteúdo de decoração viu, gente? E tudo "faça você mesmo", olha que maravilha! Tenho várias dicas anotadas aqui, só falta criatividade mesmo :) 

***

9- Todo Dia Um Print - Anna Caldas (@tododiaumprint)

Todo Dia Um Print é all about estampas! ahahahah. Sei que já falei isso nas ultimas indicações, mas é um dos meus favoritos da vida mesmo. Na verdade, todos são meus favoritos, por motivos diferentes. A Anna é apaixonada por estampas, então cada foto que compartilha é uma conexão dos mixs de estampas que compõe seus looks, junto ao cenário. Ambos costumam ser bem coloridos, e isso transmite uma energia forte demais pra quem acompanha. Ah, e o mais legal é que ela está sempre viajando pra lugares sensacionais e mostrando tudo pra gente com muito amor! Já falei pra ela criar um blog e tô só esperando... Para todos os efeitos: SIGAM!!!! 

***

10- Luísa Dal Mas (@luisadalmas)

Mais uma Lulu mega xará, querida e parceira!!! Essa eu também conheci do nada e já me identifiquei logo de cara. Ela tem o mesmo gosto literário que eu e adora tardes em cafés legais, folheando revistas de moda. A Luísa Dal Mas escreve pro blog Um Pouco de Pó Mágico e se mudou de Porto Alegre pra São Paulo recentemente (miga, quando é que a gente vai tomar um café mesmo?!). Adoro seu estilo meio anos 90, e seus posts sempre são carregados de criatividade e originalidade. Sigam e ganhem meio quilo de pó mágico grátis! :) 

***

Eu espero que vocês tenham gostado bastante dessas dicas, hein! Reafirmando: eu fui beeem seleto, o que significa que cada feed que listei merece estar aqui! Já que passamos tanto tempo mexendo no celular, vamos acompanhar pessoas que criam conteúdos incríveis e nos inspirarmos com suas mensagens :) 

Beijos!



Acredito na fé

10 de agosto de 2016


Era uma terça feira de férias, eu e minha avó materna (que chamo de mãe) estávamos conversando sobre fé. Ela adora sentar pra tomar o chazinho das cinco comigo e contar histórias incríveis de pessoas fiéis a Deus, que tiveram suas vidas renovadas devido ao amor a Ele.

"Sabe Lucas, Deus opera milagres na vida das pessoas... Basta acreditar, e colocar tudo nas mãos Dele" - é o que ela vive me dizendo. 

Eu não sou do tipo religioso: daqueles que está sempre na igreja, não perde um culto sequer no domingo, e se compromete com doutrinas e responsabilidades. Por outro lado, sou incondicionalmente apaixonado pela fé. 

Às vezes as pessoas generalizam aquilo que é fé, e aquilo que é religião; misturam duas coisas que não deveriam representar o mesmo significado. A fé é particularidade de cada um, uma raiz carregada de uma energia que é impulsionada pelo amor e pela confiança. Alguns, como a minha avó, preferem depositar esses atributos a Deus, ou à alguma divindade espiritual. Eu, no entanto, sou mais profundo quando se trata daquilo que pode mover montanhas. Pra mim, a parte mais "burocrática" (a religião) é só mais uma sociedade que impõe limites. Só mais uma corrente que prende um indivíduo ao banco. Só mais uma venda nos olhos, só mais um "cale-se". 

Já a fé... Ahh, a fé é totalmente sem limites, barreiras, empecilhos, dúvidas e conflitos. A fé cura, sim, e também refaz. A fé me leva onde eu quiser: do ocidente ao oriente. É realizadora, eficaz e potente. Sabe aquela bolsa de estudos que você sempre quis? Ela é sua se você quiser. Basta trabalhar por isso e crer que merece. Sabe aquela viagem pra Paris que faz até seus olhos brilharem de excitação? Pertence a você! Paris se iluminaria ainda mais com a sua presença, pode apostar! Sabe aquela pessoa querida que está passando por um momento ruim? Uma complicação na saúde, uma depressão, uma tristeza? Acredite: a cura completa está lá, abraçando, e a libertando. 

Houve um tempo em que o ceticismo me consumiu. Mas isso aconteceu porque eu me abandonei. Simplesmente parei de acreditar em mim mesmo. Quando isso acontece, não há possibilidade de fé. E viver em um mundo onde existe algo tão fenomenal como o amor, e não acreditar que tudo pode acontecer, é o exemplo épico da hipocrisia plena. Por essa razão, escolhi plantar algo bom todos os dias; e mesmo naqueles dias em que tudo parece dar errado e eu penso "Que droga de vida!", dou uma volta, e deixo a natureza me preencher. E é então que a raiz dentro de mim se firma, e eu sorrio, porque sei que tudo, cada momento simplório do meu cotidiano, é um episódio cumprido. 

"Valeu a pena" - eu penso.

E é no fim do dia, quando olho para aquele céu rosado após o pôr do sol, que sinto a imensidão dessa vida, da importância que ela tem, e do quanto eu sou capaz de ir cada vez mais longe. Até tocar o céu.


Aquela velha camiseta

9 de agosto de 2016


 Eu já devo ter escrito alguma vez (aqui ou em alguma rede social) sobre astrologia, mapa astral e essa coisa toda de signo, ascendente e os vários outros blá blá blás de segunda casa em Vênus e Marte. Acredite: não sou uma dessas pessoas alienadas a isso, e também não será a pauta principal dessa crônica, mas vamos partir do princípio. Dia desses acessei o Personare - um site sobre comportamento especializado em astrologia - e li o meu mapa astral (feito pela minha melhor amiga; dou todo o crédito à ela). Eu costumo lê-lo sem muitas pretensões e expectativas, então não me sujeito à esperança de que algo "pregado" ali vá acontecer comigo.

Porém, aconteceu.

Geralmente as mensagens do meu mapa são sempre as mesmas: "Você precisa abrir espaço pra que novas oportunidades surjam", "Não seja precipitado", "Dê mais atenção à sua família", e coisas igualmente genéricas, sabe? Só que dessa última vez, como disse, foi diferente. E foi essa diferença que chamou minha atenção. Dizia algo mais ou menos assim: "A vida é cheia de surpresas, e você se dará conta disso nesse curto período de três dias no máximo. Há um objeto que funcionará como uma viagem no tempo pra você, trazendo algumas conclusões sobre as pessoas que te cercaram no passado, e o quanto você as surpreende hoje em dia" . 

Eu li e reli umas cinquenta vezes, porque não consegui entender essa última parte que fala desse tal de "objeto de viagem no tempo". Pera lá... O que diabos seria esse objeto?! 

Será que é aquele livro que peguei emprestado na biblioteca do colégio há três anos e nunca mais devolvi?! 

Fiquei instigado pelo resto do dia, mas acabei desencanando. Astrologia é piegas, afinal! Não é? 

No dia seguinte, fui até o supermercado do bairro onde minha família mora (interior de São Paulo) com uma amiga, usando a mesma roupa que passei o dia: uma camiseta velha estampada com a bandeira do Reino Unido, uma calça larga de moletom e um all star tão velho quanto a camiseta. Nem tive a preocupação de me produzir porque: 1- Eu estava em um bairro / 2- Um bairro do interior de São Paulo/ 3- Eu estava com preguiça também.

Para a minha imensa surpresa, o tal do mapa astral estava certinho da Silva, porque bem ali, na sessão de porcarias calóricas, encontrei um ex amigo com o qual já não conversava há uns três anos. Na verdade, ele foi meu amigo em uma fase totalmente diferente da minha vida, onde eu interpretava um papel pra deixar as pessoas felizinhas. Isso significa que: de alguma forma, nós nunca nos conhecemos verdadeiramente. Que coisa, né? Mas eu o cumprimentei, mesmo que de um jeito constrangedor, e pela expressão facial dele, não tenho certeza se o reencontro foi bom de fato. Ele não me mediu dos pés à cabeça, mas sei que notou a camiseta. "Caraca, esse menino ainda usa isso?" - ele deve ter pensado. 

Pensa que acabou por aí? Ah, não mesmo! 

Passaram-se coisa de cinco minutos após o episódio com o antigo amigo, e eu encontrei a minha antiga melhor amiga, na fila do caixa. Ela teve uma reação diferente do outro: gritou, deu pulinhos e me abraçou por longos minutos. Depois parou pra me fitar dos pés à cabeça (coisa de mulher), e disse: "Uau, você tá ótimo! E... AIMEUDEUS, EU LEMBRO DESSA CAMISETA!!!! Essa camiseta é muuuuito velha!!!" 

Conversamos daquele jeito superficial, mas em nenhum momento me senti constrangido. Aliás, foi até bom. Ela mudou, mas ainda tem aquela essência dos velhos tempos. Por outro lado, o ponto chave desse reencontro foi o momento em que apresentei a minha ATUAL melhor amiga, que estava bem do meu lado só observando. A ex melhor amiga a cumprimentou normal, mas percebi que, no fundo, foi meio estranho pra ela. Teria sido pra mim também se eu ainda fosse o garoto que usava aquela camiseta. 

Saindo daquele mercado que mais parecia um túnel do tempo, encontrei, no meio da rua, uma pessoa pela qual me apaixonei; também nessa mesma época. A época da droga da camiseta! 

"Nossa... quanto tempo!!! Você tá lindo! E... usando essa camiseta, eu lembro dela!" - disse ele. 

Tudo isso aconteceu. Não queria ser tão supersticioso, mas acho que depois desse dia, eu deveria queimar essa camiseta. É brincadeira. Juro que não me senti incomodado com o que aconteceu. Na verdade, acho que foi o oposto: tive a certeza de que o mundo realmente dá voltas, e que isso costuma acontecer quando a gente tá distraído. E eu estava tão distraído, que usei aquela camiseta desbotada pra ir ao mercado, sem ao menos associá-la ao tal "objeto" descrito pelo mapa astral. 

Descobri que alguns reencontros são necessários por razões distintas da simples matança de saudade. Às vezes, a vida só quer provar alguma coisa a nosso favor. Sabe aquele amigo que eu encontrei primeiro? Ele não me procurou quando eu mais precisei de amigos. A ex melhor amiga? Idem. E aquele antigo "amor"... Bem, pra começar, ele não foi um amor. Foi só uma confusão. E o mais hilário de tudo, é que eu precisei vê-lo depois de anos pra me dar conta disso. Mais uma tirada cômica da vida, né?! 

Cada um deles me viram na forma que eu costumava ser, mas no fundo sabiam que eu não estava mais lá. Na hora eu até cheguei a pensar que a camiseta foi o que atraiu esses acontecimentos todos, só que estava enganado, o que significa que o mapa astrológico também estava, mesmo que parcialmente. Algumas coisas que aconteceram no passado me mudaram, me ensinaram a amadurecer e crescer. E, metaforicamente, aquela camiseta já não me serve mais. Não combina mais comigo. E então eu tomei a decisão de desapegar dela, assim como já fiz com muitas coisas que já não me servem mais. Nem pra pijama e, principalmente, nem pra andar no meu antigo bairro no interior. 


Eu que fiz!

2 de agosto de 2016


Há sempre alguma forma terapêutica na vida que nos permite sair de um momento ruim. Uns cantam alto (quase berrando), outros dançam até os pés doerem; ou montam um quebra cabeça, leem aquele livro que estava empoeirando na estante, ligam pra mãe que mora do outro lado do país... Alguns até preferem ser mais categóricos e politicamente corretos: marcam uma consulta com um psicólogo propriamente dito. Eu confesso que já fiz várias dessas coisas pra aliviar um medo, a ansiedade e as expectativas de nivel hard, mas ultimamente me abri para algo totalmente novo que eu julgava ser piegas quando ouvia pessoas comentando: cozinhar. 

O queridinho aqui tinha feito uma lista de planos para as férias de inverno, e tudo envolvia metas profissionais: trabalhar no meu novo livro, atualizar o blog com frequência, gravar alguns vídeos pra liberar no YouTube, e talvez até comprar uma planta pra regar no meu tempo livre (olha que lindo isso). Porém, involuntariamente dei um pé na bunda da minha listinha, e comecei a me dedicar nessa deliciosa atividade que envolve ovos frescos, farinha - integral, porque sou SUPER fitness - fermento em pó, entre vários ingredientes meramente selecionados. 

"Uau! Sério mesmo que você passou as férias inteiras cozinhando?!" 

Sim. Quero dizer, basicamente. 

E sabe qual foi a razão que transformou o ato de cozinhar em uma válvula de escape pra mim? Foi justamente o fato de perceber que uma coisa que eu fiz pode mudar o dia de alguém, quase que instantaneamente, e isso libera uma euforia e motivação em nós - coisa que eu já não sentia há muito tempo. E não importa se é um simples bolo de chocolate com cobertura, um cheesecake de frutas vermelhas ou uma torta de blueberry. O que importa é que eu consegui fazer a diferença na vida de alguém com algo sólido. 

No aniversário da minha avó materna (aquela que eu também chamo de mãe!!), fiz o bolo favorito dela. Sei que a Sra. Mendes não é bem o tipo de pessoa que adora uma comemoração, mas notei o quanto ficou feliz por isso. 

"É... não tá nada mal isso aqui, hein?! O que você colocou de diferente?!" - perguntou ela. 

"É segredo, querida!!!" - respondi 

"Essa frase é minha!!!!!!!!" - rebateu ela. 

Descobri que cozinhar é que nem escrever: existe um número de ingredientes que devem ser usados e um passo-a-passo. Você pode utilizar receita e inspiração pra se sentir mais confiante, mas a melhor parte é reinventar. Se te pede pra te fazer de um jeito: acrescente, coloque aquela coisinha diferente que pode ser o seu "segredinho". Inove. Use a sua essência. O resultado sempre será incrível e inédito. 

"Nossa!! Quem fez isso aqui????!!! TÁ MUITO BOM!!!!" - diz a pessoa, se empanturrando da minha torta, com um sorriso de orelha à orelha. 

"Eu que fiz!" - respondo. 

E isso vale pra esse texto aqui, obrigado. 



Criatividade: um pedacinho de cada

21 de julho de 2016


É muito comum lermos ou ouvirmos pessoas do meio artístico (ou não), dizerem que estão com bloqueio criativo. Pelo o que pesquisei, as sensações mais recorrentes envolve: falta de inspiração, falta de motivação e falta de coragem. Esses três elementos são responsáveis pela tal da barreira da criação. 

Me dei conta de que isso não existe, ao ler uma frase aleatória na internet que dizia: "Crie. Pode ser algo medíocre, não muito elaborado, mas também pode ser fantástico. Só se permita criar!". Receber essa mensagem me impulsionou. Me fez parar de acreditar naquela ideia ultrapassada de que tenho que ter algo "original" e "incrível" sobre o qual escrever, por exemplo. Pera lá, querido, isso não é necessário afinal! 

Um bom assunto pode ser espontâneo: assim como esse que estou trazendo nesse post. Eu li uma frase, e senti a necessidade de falar sobre criatividade. Também pode vir de uma conversa que gerou reflexão, como aquela que tive com minha tia avó de oitenta anos que me disse que a prática do amor ao próximo foi a melhor escolha que já fez na vida. Posso fotografar uma xícara de chá, escrever sobre a importância de um intervalo, de um tempo para si mesmo e postar nas redes sociais. Posso me reinventar todos os dias, contar uma história forte e extraordinária. Posso compor uma música sobre a cor azul, rosa, roxa...

Se olharmos ao redor com os olhos bem abertos, veremos que inspiração é o que não falta. A motivação pode partir de você, e não de uma opinião alheia a respeito da sua capacidade. Você é autor, criador e fundador de sua própria arte. Mande aquela preocupação, aquele medo e aquela voz dizendo "alguém já fez isso" pra bem longe! Lembre-se: não importa se já fizeram o que você pretende fazer, pois ninguém criará do seu jeito. 

Pegue um pedacinho de cada coisa que a vida te oferece, e faça a magia acontecer.